Um panorama do atual transporte público de Guarulhos

Por Gustavo Bonfate, especial para o Jornal Ponto de Encontro

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Foto: Gustavo Bonfate

Quem usa diariamente o transporte coletivo municipal em Guarulhos tem visto que, cada dia mais, a qualidade do serviço cai. São ônibus quebrados constantemente, bancos soltos e alto ruído dentro dos veículos, além do aumento no preço da tarifa.

O atual sistema de ônibus de Guarulhos, o Transurbano, traz um bom conceito de troncalização de linhas junto com o Bilhete Único, permitindo que o usuário possa integrar suas viagens com apenas um pagamento.

No entanto, o sistema foi implantado pela metade. No plano diretor da cidade, apresentado em 2012, são contemplados vários corredores de ônibus nas principais vias da cidade. Até o momento, nenhum saiu do papel. As faixas exclusivas são insuficientes e precisam com urgência serem ampliadas.

Vamos à explicação: o sistema Transurbano é dividido em dois grupos, alimentador e estrutural. O grupo alimentador são os micros que, em grande parte, fazem a ligação entre os bairros e os terminais. O grupo estrutural contempla as linhas mais longas, fazendo a ligação entre os terminais e o Centro.

Em ambos, a situação é crítica. No sistema alimentador, há micro-ônibus que circulam em péssimas condições, com bancos e balaústres soltos, lataria amassada, revestimento quebrado, fora a desorganização das cores e prefixos. Grande parte dos micros trabalha sem o cobrador e isso acaba deixando a viagem mais demorada e perigosa. No grupo estrutural, os carros apresentam-se precários, além da superlotação. A viação Campo dos Ouros é a pior empresa no cenário atual. Constantes greves, diversos ônibus quebrados todos os dias, veículos parados por falta de combustíveis, entre outros problemas.

Grande parte dessas adversidades é causados pela prefeitura de Guarulhos, por meio da Secretária de Trânsito e Transportes. A falta de fiscalização, o atraso nos repasses financeiros as empresas e cooperativas, a ausência de um poder público mais rigoroso e a falta de investimentos resultam em uma degradação do sistema e por consequência um serviço cada vez pior.